Minha cabeça agora vaga, cheia de sabe-se lá o quê, coisas inacessíveis a mim, mas que me incomodam e me desorganizam como se ocupássemos o mesmo espaço. Elas imploram para serem passadas a uma penseira onde pudessem nadar livres e eu pudesse lê-las, entendê-las. Porque um copo vazio está cheio de ar, um aquário sem peixe, cheio de água. O céu escuro, impestado de cores, gases, distâncias, temperaturas e estrelas. E tais estrelas alvas como a neve, estão vermelhas em chamas, mas isso raramente se nota.
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